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sexta-feira, 21 de junho de 2013

O que acontece no altar, ninguém esquece - Parte II

 "O motivo da sua vida e do seu ministério estar desse jeito, é porque você nunca entregou sua vida no altar de Deus, pois quando sua vida estiver no altar, você vai entender o peso da responsabilidade de salvar almas, por isso você tem essa oportunidade de não voltar para casa da mesma forma, o altar está ali, a decisão é sua, tome logo uma atitude!".
Foram as palavras que eu disse uma vez para um obreiro que tinha o desejo de ser pastor em uma cidade que eu passei. Depois daquele dia ele nunca mais foi o mesmo, suas atitudes eram outras, e hoje ele é pastor, mas porque houve uma decisão, houve uma escolha de mudança de vida. Aquelas palavras não foram leves para ele, pelo que eu me lembro foi a repreensão mais rígida que eu dei. O diabo quis que eu usasse o sentimento, mas se ele não tomasse aquela atitude naquele dia, hoje talvez ele nem estivesse mais na obra de Deus. Quem garante que uma pessoa vai permanecer se a vida dela não é o sacrifício? Ainda mais para quem tem o chamado de Deus no altar.
Entregar a vida no altar não é apenas subir nele e dizer com palavras, o altar não está limitado em uma construção feita pelos homens, para quem é o próprio sacrifício, o lugar que ela estiver vai ser o altar dela, foi o que Jacó fez:
"Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite." (Gênesis 28:18),
Por que Jacó não entornou o azeite no chão mesmo? De qualquer forma ele estaria derramando o que ele tinha de mais valioso em mãos naquele instante, aquela pedra, que ele erigiu por coluna foi o altar de Jacó, o sacrifício dele não poderia ser jogado em qualquer lugar, porque o lugar de sacrifício é no altar, essa é a função exclusiva dele, e naquele instante Jacó fez um voto e o chamou de Betel, que significa "Casa de Deus" naquele mesmo lugar foi onde Abraão armou sua tenda e edificou seu primeiro altar:
"Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR." (Gênesis 12:8)
Jacó não tinha mais nada depois daquele dia, por isso ele fez um voto:
 "Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo." (Gênesis 28:20-22)
Dali em diante ele teve conquistas devido ao sacrifício que ele derramou no altar, mas ainda faltava ele se entregar no altar.

Continua.
Na fé.
Pr. Gustavo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É preciso estar só



"Tenho meditado continuamente em tudo que tenho lido e ouvido nos últimos dias. E me ative muito na perspectiva de que Jacó ficou só com Deus, e fiquei desejando ardentemente que não fossem só meditações, mas que esses pensamentos se tornassem atitudes de fé e coragem. Ficou só, imagine, ele ficou só porque ele tinha uma situação mal resolvida, ele ficou só porque ele sabia que tinha usado de dolo com Esaú, ele sabia que tinha errado. Na ocasião que ele fez aliança com Deus, Deus lhe fez promessas, mas mesmo assim ele sabia que tinha coisas a resolver. 

Quando Jacó transpassou o Vau de Jaboque, ele tinha tudo que um homem queria, ele era próspero, feliz, tinha filhos e esposas e com ele tinha dois bandos. Mas Sim, ele sabia que tinha uma pendência a ser resolvida que foi sanada de uma vez por todas quando ele lutou com Deus, e creio que ali ele lutou também consigo mesmo, com seus medos, o medo de morrer pela espada de Esaú, ele estava desesperado, mas lutou e creio eu que nesta luta ele também se arrependeu e se humilhou, ficou só. 

Ontem eu fiz isso, fiquei só e já tinha quase me esquecido como é bom estar em "solidão", aproveitar a solidão ou até mesmo forçar a solidão para ouvir a voz de Deus. O Espírito Santo me levou pela fé ao altar, de todos os sacrifícios que fiz até hoje, recordei metodicamente de cada um. Pensei nos pedidos que fiz, nas consequências que suportei, me lembrei inclusive que raras vezes em uma Fogueira Santa pedi para conquistar bens materiais, pensei no que havia pedido e porquê. 

E percebi que a cada sacrifício, cada vez que realmente fiquei na dependência de Deus, tive experiências extraordinárias, e a cada experiência meu laço estreitou com o Senhor Jesus, se estreitou mais ainda e foi isso que o sacrifício se tornou para mim, uma forma de crescer na minha intimidade com Deus. Quando você tem intimidade com alguém, você entende a vontade do outro. Ouve sua voz, é isso que o sacrifício é para mim, é o desenvolvimento da minha salvação, mas sinceramente, sempre que estou aos pés do altar do sacrifício, o medo vem, a insegurança vem, mas a certeza também vem. E é Nela que precisamos focar. 

Fique com Jesus, Deus continue abençoando."
Colaborou:


Theani Inácio

terça-feira, 18 de junho de 2013

O que acontece no altar, ninguém esquece - Parte I



Esse domingo na reunião do Bispo Macedo às 18h eu estava refletindo algo que já há alguns dias eu estava me questionando, no momento em que o bispo convidou as pessoas a subirem no altar para entregarem suas vidas, pouquíssimas pessoas subiram comparado ao número de pessoas presentes, por que muitas pessoas estão dentro da Igreja e ainda não se entregaram de fato no altar de Deus? Por que há resistência? Será que é porque não crêem? Usar o argumento de que as pessoas não crêem apenas é muito raso, é claro, se eu creio que se a minha vida estiver no altar de Deus, eu serei o próprio sacrifício, isso vai requerer de mim diariamente sacrifício seguido de sacrifício, mas a questão é que nem todos estão dispostos a sacrificar, nem todos querem pagar o preço, não porque não crêem, mas porque não querem abandonar a vida errada, porque nunca se converteram de fato, por falta de fé? Falta de palavra? Falta de informações? Não!


Quando aquelas pessoas subiram no altar e quando o restante das pessoas foram convidadas a se dirigirem em frente ao altar, eu fiquei observando aqueles dois grupos de pessoas, em cima do altar as pessoas que supostamente queriam entregar suas vidas no altar, e as que estavam em baixo, aquelas que supostamente já haviam entregado suas vidas, mas eu não me convenci naqueles números, daquelas pessoas que estavam em baixo, havia muitas que nunca se entregaram e aquelas que estavam em cima, estavam se entregando apenas de palavras, a entrega vai muito mais além disso!


Entregar a vida no altar significa dizer que você é o próprio sacrifício, antigamente o altar era uma mesa ou uma elevação constituída de pedras que o sacerdote ou líder espiritual realizava sacrifícios a Deus, foi pra isso que foi criado o altar, para sacrifícios, por isso que o que acontece no altar ninguém esquece, por isso que a pessoa nunca se esquece da primeira vez que ela sacrificou de verdade, de quando ela resolveu se despojar de tudo, assim como Jacó


“Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque. Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia, ficando ele só[...]” (Gn 32:22-23)


Jacó estava só, não tinha mais nada, tudo aquilo que representava suas conquistas, ele deixou passar, porque a maior mudança que ele necessitava era a mudança de vida, por isso que a pessoa tem que se despojar, não há como se entregar no altar se você não estiver só, Jacó teve que ficar só, Moisés teve que ficar só, Abraão teve que estar só, o próprio Senhor Jesus estava só quando decidiu que a vontade de Deus prevalecesse e que houvesse o sacrifício.


Quando você se entrega no altar, você é o próprio sacrifício, e quando eu permaneço no altar, eu estou e comunhão com Deus, porque eu sou o sacrifício, o significado da palavra “Sacrifício” é “Vir para perto de Deus” Por isso que o altar é o ponto de contato da comunhão com Deus, pois sacrifícios são entregues no altar.


Continua...




Na fé.

Pr. Gustavo