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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ganhando meu espaço – Força Jovem

Foto dos jovens de Rio do Sul apresentando uma peça teatral, sempre apoiei esse lado, porque foi assim que me firmei na fé!


E foi assim que comecei a me soltar na Força Jovem, como disse anteriormente, um adolescente de apenas 14 anos, sem amigos, cheio de complexos de inferioridades, começa a descobrir o potencial que tem, não digo que foi uma super transformação do dia para a noite, ou uma explosão, isso levou tempo para eu me soltar mais, só que dessa vez estava diferente, como eu falei pra vocês, a primeira responsabilidade que eu adquiri na Força Jovem foi um personagem da peça teatral que apresentamos no dia das mães em 2005, eu dei o meu melhor, como aprendi, apresentei meu cordeiro em estado perfeito, daí em diante tudo passou a ser diferente, comecei a participar dos encontros aos domingos, já não voltava mais pra casa aos finais de semana para ficar a tarde inteira assistindo TV e dormindo, mas me dedicava nos serviços da Igreja, limpava, arrumava, evangelizava e tudo aquilo pra mim era e continua sendo valioso, só que por uma eu não esperava, dois meses depois o líder disse que era para o pessoal do teatro criar outra peça, mas agora para o dia dos pais, foi aí minha oportunidade.
Eu me lembro que cheguei em casa e orei pedindo a direção de Deus como eu poderia fazer para ajudar, peguei papel e caneta na mão e comecei a criar uma peça, me lembro que até domingo de manhã eu me dirigi a uma obreira e pedi que ela ungisse aquele papel e orasse para que desse tudo certo, e deu, quando apresentei para a responsável, ela simplesmente me colocou como responsável daquela peça e que organizasse tudo! Pronto, e agora? me senti como Jeremias:
Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança.   Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás.
Essa foi a passagem que mais me ajudou naquela época, eu jejuava 16 horas por dia, dei meu melhor, depois da apresentação passei a coordenar a Cia Teatral, minhas primeiras responsabilidades, às vezes parecia que tudo ia dar errado, me desesperava e no final vinha Deus e fazia com que até o que era pra dar errado, dava certo, talvez você leia e ache isso tudo muito simples, mas pra mim foram minhas primeiras experiências na obra de Deus, e tudo que é primeiro a gente nunca esquece não é verdade? E foi tão forte aquele ano, porque nem deu tempo do regional ver o roteiro da peça e se encaixou exatamente com a mensagem que ele havia passado domingo pela manhã, cerca de 700 pessoas, ele falou sobre o perdão.
Depois um pastor assumiu a Força Jovem, pastor Edmo, nunca me esqueço, o primeiro pastor que começou a me acompanhar na Força Jovem, ele fazia núcleo no bairro que eu morava, ajudava ele lá e na Sede, logo eu já era o auxiliar dele, até nas reuniões de líderes que acontecia todo o mês na capital eu passei a ir, hoje eu fico imaginando como Deus pôde colocar tantas responsabilidades nas minhas mãos com tão pouca idade? hoje é raro eu encontrar um adolescente de 13-15 anos e me sentir seguro em dar uma responsabilidade séria! Deus já sabia de tudo, eu costumo sempre a dizer, Deus não usa apenas uma pessoa por ela ser obreira, pastor ou seja lá o que for, Deus vai usar aquele que tem disposição, é tudo o que Deus precisa, a pessoa tendo isso, não importa se ela é ou não capacitada, porque o próprio Deus dá as condições necessárias a ela.
Continua…
Na fé.
Pr. Gustavo

Na Força Jovem, lá que tudo começou.



Estava lendo recentemente o blog de uma amiga minha e grande obreira de fé, Theani Inácio, e achei interessante algumas coisas que aconteceram com ela no decorrer dessa caminhada, e o que mais me chamou atenção foi a guerra que ela travou quando assumiu a responsabilidade de cuidar da Força Jovem, uma tarefa nada fácil. Também quero contar algumas experiências minhas nessa caminhada que já completa oito anos aí.
Primeiros passos – Comecei a frequentar à Igreja Universal ainda quando criança, mas quando completei meus 12 anos, e nessa idade já me convidavam para frequentar o Grupo Jovem (nome oficial na época) mas nunca atendia aos pedidos, pois nunca me imaginava em um grupo de jovens da Igreja, todos bem comunicativos, ativos na Igreja, sempre alegres e tudo isso me deixava tímido, na verdade o que eu tinha era muitos complexos de inferioridade, lembro-me até do nome do jovem que eu sempre era convidado, às vezes até mudava de direção por onde eu estava andando pra ele não me abordar, mas as insistências do Luan foram muito importantes para mim. Quando fui na primeira reunião do Grupo Jovem, um amigo meu, Eduardo, me convidou, mas não gostei de ter ido, era um domingo à tarde e um obreiro cuidava do grupo, naquele dia tinha exatamente 20 jovens naquela tarde, dez de cada equipe, e bem naquele dia o obreiro fez uma daquelas reuniões de exortações, faltava mais seriedade, mais trabalho e mais temor, quando acabou disse pra mim mesmo “Nunca mais venho pro Grupo Jovem, ganhava mais se estivesse evangelizando pro núcleo”.
Mas como vocês sabem, eu voltei, só que dessa vez não fui contrariado, um jovem chamado Eduardo já frequentava, só que aquele dia foi decisivo, não teve reunião do Grupo Jovem, estavam organizando os preparativos para o teatro do dia das mães, estava sentado só prestando atenção no que acontecia, e a responsável do teatro me convidou pra substituir o papel de um rapaz que não queria mais, na verdade ela me passou o cajado e mexeu com o meu brio dizendo “Olha é responsabilidade hein, o seu personagem é o seu cordeiro, e o dia da apresentação você vai subir o altar apresentando esse cordeiro em que estado? dê o seu melhor, Jesus conta com você!” Cordeiro? Sacrifício? foram as palavras mais impactantes que me fizeram assumir a responsabilidade, a partir daquele dia, comecei a dar a minha vida em tudo que me davam para cuidar
Continua…
Na fé.
Pr. Gustavo