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terça-feira, 18 de junho de 2013

O que acontece no altar, ninguém esquece - Parte I



Esse domingo na reunião do Bispo Macedo às 18h eu estava refletindo algo que já há alguns dias eu estava me questionando, no momento em que o bispo convidou as pessoas a subirem no altar para entregarem suas vidas, pouquíssimas pessoas subiram comparado ao número de pessoas presentes, por que muitas pessoas estão dentro da Igreja e ainda não se entregaram de fato no altar de Deus? Por que há resistência? Será que é porque não crêem? Usar o argumento de que as pessoas não crêem apenas é muito raso, é claro, se eu creio que se a minha vida estiver no altar de Deus, eu serei o próprio sacrifício, isso vai requerer de mim diariamente sacrifício seguido de sacrifício, mas a questão é que nem todos estão dispostos a sacrificar, nem todos querem pagar o preço, não porque não crêem, mas porque não querem abandonar a vida errada, porque nunca se converteram de fato, por falta de fé? Falta de palavra? Falta de informações? Não!


Quando aquelas pessoas subiram no altar e quando o restante das pessoas foram convidadas a se dirigirem em frente ao altar, eu fiquei observando aqueles dois grupos de pessoas, em cima do altar as pessoas que supostamente queriam entregar suas vidas no altar, e as que estavam em baixo, aquelas que supostamente já haviam entregado suas vidas, mas eu não me convenci naqueles números, daquelas pessoas que estavam em baixo, havia muitas que nunca se entregaram e aquelas que estavam em cima, estavam se entregando apenas de palavras, a entrega vai muito mais além disso!


Entregar a vida no altar significa dizer que você é o próprio sacrifício, antigamente o altar era uma mesa ou uma elevação constituída de pedras que o sacerdote ou líder espiritual realizava sacrifícios a Deus, foi pra isso que foi criado o altar, para sacrifícios, por isso que o que acontece no altar ninguém esquece, por isso que a pessoa nunca se esquece da primeira vez que ela sacrificou de verdade, de quando ela resolveu se despojar de tudo, assim como Jacó


“Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque. Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia, ficando ele só[...]” (Gn 32:22-23)


Jacó estava só, não tinha mais nada, tudo aquilo que representava suas conquistas, ele deixou passar, porque a maior mudança que ele necessitava era a mudança de vida, por isso que a pessoa tem que se despojar, não há como se entregar no altar se você não estiver só, Jacó teve que ficar só, Moisés teve que ficar só, Abraão teve que estar só, o próprio Senhor Jesus estava só quando decidiu que a vontade de Deus prevalecesse e que houvesse o sacrifício.


Quando você se entrega no altar, você é o próprio sacrifício, e quando eu permaneço no altar, eu estou e comunhão com Deus, porque eu sou o sacrifício, o significado da palavra “Sacrifício” é “Vir para perto de Deus” Por isso que o altar é o ponto de contato da comunhão com Deus, pois sacrifícios são entregues no altar.


Continua...




Na fé.

Pr. Gustavo

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