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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A amargura de Ana



Eu continuo falando e sempre vou bater na mesma tecla, se a pessoa ainda não teve um encontro com Deus, ainda não teve uma entrega, um voto sincero, nada, absolutamente nada será a garantia da felicidade dela, estamos vivendo na fé da Fogueira Santa pela vida sentimental, todo mundo quer ser feliz, todo mundo quer ter o casamento transformado, todo mundo quer encontrar a pessoa ideal que a faça feliz, você leu direito isso? QUE A FAÇA FELIZ??? Muitos estão amargurados de espírito, estão sem esperanças devido à desilusão amorosa, mas como assim alguém vai fazer outro feliz se nem mesmo ela tem o autor, a garantia da felicidade? adianta sacrificar? Será que resolve mesmo o problema? Daí você me pergunta: “Mas Pastor por que estamos vivendo a fé da Fogueira Santa então?” Sim estamos e temos que viver de fé em fé, mas você já vai entender aonde eu quero chegar, vejamos a história de Ana, lembra dela? amargurada de espírito porque não podia ter filhos? Se você prestar bem atenção na história dela, vai entender aonde eu quero chegar.


“Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR. No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. [...] E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.” (1 Samuel 1: 2-7)

Este era o quadro de Ana, para entender melhor, vejamos aos detalhes desse enredo: Ana era a primeira esposa, antigamente quando uma esposa era estéril, o marido poderia ter outra serva para que concebesse um filho para dar continuidade à linhagem, então Penina era a outra como a Bíblia descreve, Ana e Elcana eram tementes a Deus, tanto é que de ano em ano eles subiam à casa de Deus para oferecer sacrifícios a Deus, seu marido sacrificava por Penina, e por Ana ele fazia o sacrifício dobrado, mas Ana também subia sempre até a casa de Deus, Ana era constantemente irritada por causa de Penina, e isso a deixava amargurada, digamos que Ana sofria de Depressão, pois não tinha interesse de comer e só chorava, você certamente já deve ter visto alguém que tem depressão profunda e não tem vontade de comer, pois bem, mesmo estando frequentemente na casa de Deus, na verdade Ana tinha sim um problema no seu casamento, pois não poderia dar ao seu marido a alegria de ser mãe, mesmo seu marido a amando tanto, por que será que Deus ainda não havia mudado aquela situação? O que faltava? O marido sacrificava, Ana sacrificava, ela não subia só para oferecer sacrifícios, mas ela frequentava a casa de Deus, quantas não são as pessoas que vivem nesse mesmo dilema dentro da Igreja? sacrificam, são assíduas, porém, amargurados porque ainda falta algo, mas Ana fez algo que mudou verdadeiramente o quadro da vida dela:


“Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada” (1 Samuel 1; 9-13)

Muito bem lá se foi a amargurada até a casa de Deus, mas dessa vez ela fez diferente, mas não me refiro somente ao voto que ela fez com Deus de entregar seu filho que ela ainda nem tinha, ela estava na dependência da resposta de Deus, mas o que fez realmente Deus se lembrar dela foi isso aqui;


“Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR.” (versículo 15)

Era exatamente o que faltava, faltava uma entrega de verdade, claro, antigamente as pessoa não tinham acesso ao Espírito Santo, mas faltava esse derramamento por completo, era o que faltava para ela acrescentar no sacrifício dela para a mudança total, o voto ela já tinha feito e talvez todas as vezes fazia quando subia para sacrificar, mas faltava algo, a entrega total, por isso eu sempre digo, se você não é feliz sozinho (porque não tem o autor da felicidade) quem disse que com alguém vai ser? Como se a garantia da nossa felicidade estivesse em homens ou mulheres, é isso que falta pra muitos, porque sacrificar o material, talvez já virou uma tradição como essa família fazia de ano em ano, por isso você não deve se enganar, não desperdice seu sacrifício se ainda não derramou sua alma ainda no altar de Deus, porque você nunca será feliz com alguém se o autor dessa felicidade você ainda não carrega dentro de si.

Aquilo era o que faltava para Ana acrescentar no voto dela, o que ainda falta para você?

Que Deus te abençoe nessa campanha.

Na fé…

Pr. Gustavo

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