Páginas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Desabafo de filha


Oi, paizinho!
Queria agradecer pelo seu post. Primeiro, não imaginava que fosse você, ainda que vi que era o seu nome. Mas quando li até o fim, vi que era você realmente.
O amor às almas foi o que eu herdei de vocês. E o Júlio regou essa plantinha e a fez crescer ainda mais.
Desde que nasci de Deus, no Brás, em São Paulo, aos meus 15 anos, minha vida mudou por completo. Meu desejo era ganhar almas. Não fazia mais diferença em não ter "amizades", não fazia mais diferença o mundo e suas "aventuras" e etc... O que me importava era salvar almas.
Quando me casei, saí da posição de obreira e fui esposa de pastor. Queria dar seguimento, mas não sabia como. Fazia tudo que eu achava que seria ideal, mas não sentia a alegria de quando era obreira. Você deve se lembrar, mas um dia eu decidi não ir à vigília para falar com Deus a sério, porque estava angustiada. Não atendia o povo como antes, não estava tanto em ligação com o povo. Eu senti muita falta!!! Falta mesmo!!!
Então, eu coloquei o meu walkman para escutar a reunião no Brasil e comecei a clamar com um pastor.  Eu chorava a soluços, tamanha era a minha agonia. Eu chorava à vontade, sem me dar conta do barulho, porque todos estavam na igreja, mas, de repente, alguém colocou a mão sobre as minhas costas (pois eu estava de joelhos), e eu pensei "Oh Oh!!!! Quem será que está vendo este episódio da minha vida?" Quando eu virei, vi a mamãe perguntando para mim: “O que houve, minha filha? O Júlio te bateu?”(rsrsrsrs). Eu mal conseguia ter controle das minhas lágrimas e gemidos. Eu dizia: “Não, não é isso”, respondi.  “O que houve?”
De repente, aparece você (era naquela casa de Portugal, ao lado do bispo Paulo). “O que houve? Hei, hei!!! Vamos parar com esse choro!!! Calma, calma!!! Fala o que houve?”  E eu descontrolada, não conseguia explicar. Depois de um tempo, falei, sem saber exprimir a agonia, que não sentia o Espírito Santo como antes.
Você disse: "O que é isso, minha filha! O Espírito Santo não se sente a todo momento. Eu também não sinto toda hora.” Eu me lembro como se fosse hoje, suas palavras e a cena toda.
Você não conseguia entender o que havia naquela aflição. Nem eu sabia explicar. Mas era isso, a dor de não ser usada como antes. Não lidar com o povo como antes.
Passaram-se meses, e fomos para a África do Sul, depois para Nova York, depois Califórnia, Texas, Califórnia, Nova York, e sempre em busca de como agir para ganhar almas, pois normalmente a esposa fica de longe. Fui me adaptando ao convívio de uma esposa natural. Atendia, orava, acompanhava etc., mas não era o mesmo.
Começou a entrar o desejo pessoal de querer ter um filho, e ele veio; depois perdi. Mas sempre havia pedido a Deus que não me fizesse confundir amor de mãe com o de Deus e que isso nunca me atrapalhasse de fazer a obra, caso contrário, que tirasse de mim.
Acredita? Pois foi isso mesmo que pedi, desde o começo.
Quando perdi tudo que para mim era a benção de Deus e fui parar em Atlanta, me vi em agonia, principalmente quando me lembrava das crianças. Parecia quase uma depressão de tão feia que era a coisa. Quando encontrava na rua as mães com seus filhos, me doía; e também quando estava em casa, me batia a saudade. A minha dor era cruel. Estava super delicado o meu caso. Ninguém ligava. Estava só.
Mas mesmo assim, não deixava de fazer aquilo que também eu gostava: sair para evangelizar, limpar e cuidar da igreja.
Nisso, insistia para que o Júlio adotasse outra criança, porque a dor estava insuportável. Mas ele insistia que agora não iria adotar, nem que você mandasse, pois estávamos sofrendo porque anos antes eu havia rogado que aceitasse o desafio de adotar, e que não fomos chamados para cuidar de criança! Fomos chamados para ganhar almas!
Eu queria espernear ao ouvir isso dele. Como pode? Agora não tenho saída! Os meus pais não podem me ajudar; ninguém. Eu vou ter que conviver com isso, não acredito!
Pai, quase eu tapava meus ouvidos quando ele me falava isso. E eram várias vezes que eu lhe pedia, e ele negava e sempre dizia as mesmas palavras.
E quando ele dizia essas palavras, Deus falava lá no fundinho do meu coração, mas bem baixinho: “Minha filha, peça para Eu tirar esse desejo pessoal, que é egoísmo da sua parte, pois você está no altar.”
Quando eu ouvia aquela voz dentro de mim, eu falava mim mesma: "Ah, espera aí, o senhor quer que eu tire o meu sonho, depois de tudo o que aconteceu? Ah não, isso aqui é meu direito, o único que me restou. E eu não vou pedir ao Senhor, não!!! Poxa, todo mundo tem, por que eu tenho que sacrificar? Por que eu? Todo mundo deu certo, e estou ganhando almas também desse jeito!”
Mas nem meus pensamentos convenciam a mim mesma de que era certo o que eu sentia.
Pai, foi muito duro. Quando vocês iam me visitar, o nó estava ali dentro. Só Deus para me sustentar para não me derramar ali diante de vocês. Parecia que eu ia ficar endemoniada, tal era acusação do diabo de todos os lados.  Ele se baseava na tristeza que eu sentia, e tentava me convencer que eu estava endemoniada.
Quando houve aquela campanha do Santuário, e tinha um trono; eu havia pegado o envelope. Mas quando foi a hora de apresentar, eu fui com o envelope vazio, mas falei com Deus assim: “Olha, Deus, esse envelope está vazio! O Senhor tá vendo? Pois é, mas aqui está o meu maior sonho, o que eu não queria te pedir e nem te entregar. A partir de hoje, eu entrego o desejo de ter filho, e nunca mais eu vou buscar realizar esse desejo.”
Naquele altar bem simples, da igreja de Atlanta, desci os dois degraus e dei de cara com o obreiro. O meu rosto estava todo vermelho de tanto chorar, porque não havia dado algo com o que eu estava sentindo, mas o que a fé inteligente me dizia fazer. No momento que eu descia, pensei: “Não vou falar a ninguém este voto, porque não sei se terei forças para cumprir. “
Quando levantei o rosto e vi o obreiro, pensei: “O obreiro deve estar pensando que eu estou chorando porque a igreja está vazia, coitado, nem sabe que eu estava dando algo a Deus que já era para ter dado havia muito tempo.
Pai, fiquei tão envergonhada diante de Deus. Que triste realidade. Eu deveria estar ganhando ou investindo em almas! Eu, aqui, sofrendo porque eu não tenho filho? Fim do mundo!!!
Pai, foi como espada de dois gumes. Saí dali chorando mais ainda. Todas as vezes que me lembro desse episódio, me faz chorar de ter sido tão egoísta.
Mas, não sei quanto tempo depois, não tive mais o desejo de ter filho.
Depois de anos, vim saber que alguém havia entrado naquele santuário comigo. E esse alguém falou na reunião de esposas, na qual eu estava dando o meu testemunho. Ela disse: “Eu me lembro da senhora. Eu me lembro, porque nesse dia eu fui batizada com o Espírito Santo. Essa pessoa é a Patrícia Barboza.
Daquela igreja simples, nasceram vários homens de Deus. Se eu não me engano, nove homens. Havia mais homens do que mulheres na obra, porque houve sangue no sacrifício. Esses nove estão fazendo a obra no altar, além das mulheres que também estão.
O meu ministério recomeçou nesse dia, que eu dei. Dei sem pedir que tirasse esse desejo. Dei sem sentir. Dei para servir!
Dali, comecei a dar frutos.
Foi isso, mas a história tem muita coisa para contar!
Na fé!
Fonte: Bispo Macedo

domingo, 26 de dezembro de 2010

O que Deus deu para você não está além de suas condições

Foi em uma manhã de quarta-feira, algo me chamou atenção naquele dia, no coreto da Praça XV de Novembro em Florianópolis estava acontecendo um concerto a céu aberto, uma orquestra, na verdade era era só a banda da Polícia Militar, e o grupo tinha em média uns 30 integrantes, cada um com seu instrumento desempenhando sua devida função, desde o triângulo até o trompete, flautas, saxofones, oboé, enfim, todos em uma sinfonia impecável, o maestro à frente de todos acompanhava, e enquanto a banda tocava eu prestei atenção em cada tipo de instrumento e pensei comigo mesmo "o chocalho não é mais importante que a flauta e nem o saxofone mais que o pandeiro cada um tem sua função, todos dependem um do outro para que a melodia saia, se faltar um, faz falta para o grupo inteiro, e pelo erro de apenas um pode comprometer a orquestra inteira."
E realmente não é diferente na obra de Deus, em 1 Coríntios 13:12 diz: "Porque assim como o corpo é um e tem muitos membros, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo."
Na obra de Deus há funções, o corpo é dividido, mas nenhum é superior a algum. "Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (1Cor 12:18-19). A obra de Deus é assim, todos devem trabalhar juntos, se um 
estiver mal, prejudica a obra inteira, ela pode parar, ficar amarrada por causa de um.
Não existem membros mais fracos ou membros mais fortes, a Bíblia diz que "os que parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra..." (Versículo 23)
Deus concede a nós aquilo que Ele bem entende segundo à sua graça, Ele nunca dá tarefas que não podemos desempenhar, a pessoa só não consegue quando não se põe em seu lugar, querendo fazer o que ela não pode, já imaginou se o olho quisesse falar no lugar da boca? ele nunca iria conseguir.
O que Deus deu para você realizar não está além do seu alcance, de suas condições, faça o que deve ser feito, mesmo que você não goste no início, mas depois terás prazer de agradar a Deus, pois o servo está somente para servir e Deus sabe de todas as coisas.
Na fé...
Pr. Gustavo



Altar - final

"Meu Deus, por que eles não me ajudam? Por que eu sempre tenho que resolver tudo sozinho? Por que ninguém nunca entra num acordo?"

Talvez você já pensou dessa maneira, na obra de Deus há momentos que ninguém se importa com a gente, parece que todo mundo se virou contra você, talvez suas forças já não são mais as mesmas, pois já estão gastas de tanto trabalhar "sozinho", então a vontade de jogar tudo para o ar vem à tona, como agir? Se você já cansou de falar e nada adianta?
Veja um seguinte: a gente ora a Deus e pede pra ganhar mais almas, ser mais usado por Ele, pede para dar mais capacidade só que esperamos facilidades, Deus nunca vai se adaptar da sua maneira, se você não quer se sujeitar a Sua voz, não vai ser Ele quem vai.

Quando oramos para Deus nos dar mais amor pelas almas, Ele vai nos colocar em uma situação que vai exigir de nós mais amor, só que a gente sempre esquece o que pedimos para Deus, pois é Ele não, e pode todo mundo te rejeitar, porém Deus se importa com você isso é o importante.
Haverá momentos que Deus vai querer ver como você vai se sair, por isso todos vão te desprezar. A Bíblia relata a história de Neemias, ele nunca teve a participação de muitos, ele sabia depender de Deus, e é assim que você deve ser, se você largou, renunciou tudo, então deve depender somente de Deus.
Lembre-se sempre: Todas as coisas cooperam...
Na fé...
Pr. Gustavo

Altar - parte VII

Em meio a tantas pessoas que a gente vê saindo da obra desistindo de tudo, o que fazer para permanecer? Talvez essa dúvida seja bem frequente, pois quando se é membro ou obreiro você pode contar com o pastor ou bispo para receber conselhos, mas e quando você estiver só? talvez numa cidade aonde é só você e o povo? Como não enfraquecer?
O fato é, a gente só fica fraco quando deixamos de fazer o que Deus mandou, temos que ter os ouvidos sensíveis à voz de Deus. Quando temos o Espírito Santo, não precisamos procurar ninguém, pois o mesmo Espírito Santo que o Pastor tem você também tem, então Deus terá que te dar a direção.
Se perdemos o nosso foco, que é ganhar almas, deixamos de fazer o que Deus mandou, logo enfraquecemos, é lógico que virão os dias ruins e que venham! mas são nesses piores momentos que nos fortalecemos, pois se não enfrentamos não vemos a necessidade de se fortalecer. "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando sou fraco, então é que sou forte." (2Cor 12:10)
O forte olha as dificuldades, e vê a oportunidade de despontar! Olhe para Jesus, fazer a obra de Deus é maravilhoso, mas requer sacrifício, renúncia, esteja preparado(a) para perder a sua identidade para ganhar a de Deus, tudo muda, mas a sede de ganhar almas deve aumentar, gaste a sua vida para Deus, pois "Se alguém me servir, o Pai o honrará" (Jo 12:26)

Altar - parte VI





"Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo." (Mateus 10:41)

Eu acredito que o motivo de muitos desistirem da obra é devido eles não vêem o que pensaram que veriam ao entrar na obra , veja que o Senhor Jesus ensinou, alertou, abriu os olhos e quando vai falar de recompensa, ele visa as almas, interessante não acham? Se a pessoa de fato serve a Deus no altar, ela não espera nada, pois a coisa mais preciosa ela já tem, o Espírito Santo, não há recompensa maior do que você ver os frutos, você pegar aquela pessoa totalmente perturbada e acompanhá-la, fazê-la nascer de Deus e quando você a vê está na fé junto com você de igual pra igual, semana passada eu estava vendo um caderno velho que eu usava quando era obreiro do Força Jovem Joinville e notei 4 nomes de jovens que eu tinha pegado para se batizar nas águas, daqueles 4, hoje 1 é obreiro e os outros três estão piores do que antes infelizmente, mas é assim mesmo, não posso deixar a decepção dos três tirar a alegria daquele um que ouviu e obedeceu o que o Senhor disse a venceu e hoje é obreiro, essa é a nossa recompensa aqui na terra,  a maior vai ser no céu.
Aqui na terra, na obra principalmente, o homem de Deus não espera recompensas, reconhecimentos, elogios, pois é servo, eu me lembro de um acontecimento que me fez entender isso melhor, quando eu auxiliava o pastor do Força Jovem, a gente tinha recebido uma direção de São Paulo para fazer um propósito com todos os jovens do Brasil, e eu fui tentar adiantar as coisas para o pastor diminuir a preocupação, e ao invés de ser retribuído, levei uma das minhas maiores broncas de um pastor, ouvi coisas que naquela hora parecia injusta, fiquei taxado de "sem temor" e eu só olhava para os obreiros que ali estava presentes e nada falava olhando para o pastor que chamava a minha ateção, não me importei, pois como aprendi com ele mesmo, o fogo purifica quem é ouro, mas quem é palha se queima e some com as cinzas, logo depois de ouvir tudo aquilo um jovem viu e escutou o que tinha acontecido, então ele veio me procurar e perguntar por que eu não tinha falado nada se eu não tinha culpa daquilo ter acontecido, então eu simplesmente falei: "Eu nunca vou esperar reconhecimentos ou elogios do meu pastor, se você quer mesmo ser obreiro e fazer a obra esteja preparado para tudo, ouvimos calados, pois somos servos, apenas obedecemos, seremos reconhecidos quando estivermos com o Senhor Jesus."
Na fé...
Pr. Gustavo